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Comércio de rua no Carnaval

Postado em: 26 de Dezembro às 13:57 Por Redação

A sazonalidade oferece boas oportunidades para vendedores ambulantes de alimentos e bebidas. Saiba como aproveitar o período para lucrar mais!

Dizem por aí que algumas pessoas têm o dom natural da comunicação. Costumam ser “boas de papo”, sabem negociar e dificilmente perdem uma boa oportunidade de vender. Esse é o perfil comum de grande parte dos vendedores ambulantes Brasil afora. Esses comerciantes costumam usar da simpatia e do bom humor para atrair clientes e suprem uma importante demanda em locais em que não há pontos de venda fixos disponíveis.

Por definição, o vendedor ambulante é quem trabalha por conta própria com comércio em vias públicas. Em outras palavras, é quem vende produtos nas ruas sem dispor de um ponto fixo. Podem ser itinerantes (que mudam de lugar todos os dias) ou fixos (que ficam parados sempre no mesmo lugar), como é o caso de carrinhos de cachorro-quente ou de espetinhos.

POTENCIAL DE VENDAS NO CARNAVAL

O Carnaval representa um grande potencial para diversos setores da economia, com destaque para o comércio de alimentos e bebidas e a indústria do turismo. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), referente ao Carnaval de 2019, 62% dos consumidores brasileiros afirmaram que iriam para as ruas cair na folia.

O gasto médio informado, de acordo com o estudo, foi de R$ 634,00 por folião, sendo que cervejas, alimentação fora de casa, água e energéticos foram os produtos indicados como os mais procurados para o período. Tudo isso favorece a atividade dos vendedores de rua, que podem aproveitar a proximidade com os foliões para oferecer os produtos certos e aumentar sua renda.

ALEGRIA À VENDA

Renivaldo Alves dos Santos, cliente da loja Assaí Aracaju e um dos ganhadores do Prêmio Academia Assaí Bons Negócios 2019, comercializa espetinhos de queijo de vários sabores há três anos na praia de Atalaia, na capital sergipana. Após observar a forma como outros ambulantes trabalhavam, criou uma série de palavras em rimas para chamar a atenção dos clientes. Seu principal recurso é utilizar sua alegria para vender: “Converso muito com as pessoas, pergunto como estão, faço brincadeiras e piadas. Assim, consigo quebrar o gelo e vender mais.”

Para o Carnaval de 2020, além de, como todos os anos, aumentar a quantidade de produtos que leva no início do dia, Renivaldo investirá em uma camiseta com sua marca, oferecerá pela primeira vez a opção de pagamento em cartão e irá estrear uma churrasqueira nova.

VENDA BEM NO CARNAVAL 2020!

ESTRATÉGIA

Para a consultora do Sebrae Mariana Carvalho Garcia de Souza, uma das primeiras coisas a serem feitas é analisar os produtos que serão comercializados e aí criar uma estratégia de vendas. “Imagine que o comerciante deseje vender pipoca colorida ou geladinho gourmet. Para esse tipo de produto, o mais indicado é localizar os blocos mais familiares, que tenham maior presença de crianças. Lá, esses produtos terão melhor saída, pois é ali que está o público-alvo correto”, ensina.

DIFERENCIAÇÃO

Com o enorme volume de pessoas, o número de vendedores ambulantes também aumenta! Por isso, pensar em diferenciais para o produto é fundamental. “Se você vai vender geladinho, por exemplo, e há vários outros comerciantes vendendo geladinho comum, que tal usar um corante que não impacte drasticamente o custo e fazer um geladinho de duas, três cores ou até mesmo acrescentar um glitter comestível para tornar o produto mais atrativo?”, sugere Mariana.

LEGISLAÇÃO

É indispensável estar em dia com a legislação para vendas de rua. Para isso, basta pesquisar no site da prefeitura de sua cidade como é a legislação municipal, que pode variar de local para local. Há prefeituras que permitem comércio temporário em sazonalidades especiais, como o Carnaval, sem exigir CNPJ, enquanto outras não. Por isso, é importante conhecer quais são as regras.

COLETA DE INFORMAÇÕES

É preciso identificar os pontos de maior movimento nos dias de Carnaval. Para isso, vale a pena procurar nas redes sociais e páginas dos blocos e entrar em contato com os organizadores dos eventos. “Com essa busca de informações, o comerciante saberá onde estarão os blocos com o público que mais combina com os produtos a serem vendidos, quais os horários em que começam os shows, além de outras informações que possam ser úteis nos dias de vendas”, orienta a consultora do Sebrae.

FIQUE LIGADO!

Para quem não dispõe de capital de giro para comprar um pequeno estoque, uma dica é fazer parceria com estabelecimentos fixos, como bares e lanchonetes. Assim, o vendedor ambulante leva os produtos até o fluxo de pessoas e ganha comissão sobre cada venda que fizer sem a necessidade de investimento e com menor risco, caso não consiga vender tudo.

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