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Montar um negócio era o sonho da Talitha e ela conseguiu!

Postado em: 24 de Abril às 17:44 Por Redação

Além dos grandes incentivos na educação de empreendedores, pesquisas de mercado apontam que montar um negócio é uma tendência positiva para os próximos anos.

“Empreender é sobre tentar”. Foi essa frase que inspirou a jovem empreendedora carioca Talitha Caetano a perceber que os planos tradicionais de casar, ter um emprego estável e uma família completa já não faziam mais parte da sua trajetória. Não naquele momento. Montar um negócio no setor de alimentação foi o start que precisava para realizar o sonho de ter o próprio empreendimento. Sonho, vale ressaltar, que já não era mais só dela, mas sim de toda a sua família.

Talitha é uma das sócias do projeto WhyNot?, “hamburgueria itinerante, ogra e experimental. Trabalha com comida sem frescura, feita por garotas sem frescura”. E essa definição retrata muito bem as duas sócias, que carregam no sangue o DNA de empreendedoras. “A primeira inspiração partiu da minha família. Tiveram o próprio negócio quando eu era criança, mas, infelizmente, não deu certo e eles não tiveram uma nova oportunidade de montar um negócio novamente. Essa experiência me deu base para estruturar o meu negócio”, pontua a jovem.

 

As oportunidades

Desta vez, ia ser diferente. Desde o início da WhyNot?, as empreendedoras participavam de uma ocupação em uma praça na Tijuca, no Rio de Janeiro. Foram dois anos que resultaram na formação de uma rede de amigos e empreendedores locais. Um dos contatos teve seu negócio reformulado e chamou a atenção de Talitha. “Ela me disse que estava cursando a UniCorre e me indicou para acompanhá-los. Eu já tinha ouvido o barulho que eles estavam fazendo e decidi que ia me inscrever na próxima turma”, conta.

“A turma abriu e, na correria do dia a dia, deixei para me inscrever no último dia. Comecei a me inscrever já no fim do dia, na sala de espera do consultório de um médico, em que levei minha avó, que não passava bem. Estava me inscrevendo quando a internet caiu. Em seguida, a bateria acabou e eu fiquei sem a minha inscrição. Estou rindo agora, mas, no dia, fiquei bem chateada!”, relembra a jovem, com bom humor. Para sua surpresa, o melhor ainda estava por vir. “A turma seguinte foi a turma viabilizada pela Academia Assaí Bons Negócios e tinha como prioridade mulheres empreendedoras do setor de alimentação. Ou seja, entrei na melhor turma possível para o meu negócio!”, comemora.

 

A parceria e o incentivo

A primeira turma da parceria entre a Academia Assaí Bons Negócios e a Universidade da Correria (UniCorre) resultou na formação de 50 empreendedoras mulheres. Foram três meses de atividades presenciais, em um conjunto de módulos de aprendizado com foco em modelagem, prototipagem e implementação de negócios, especialmente em territórios populares. E a Talitha, proprietária do WhyNot?, foi uma das participanters e aproveitou muito bem a parceria entre as duas instituições. 

Com o objetivo de despertar o interesse pelo empreendedorismo, pela economia e pelas finanças, o curso visava dar mais autonomia e promover a disseminação de valores da economia colaborativa e da inovação social. O foco principal da ação era mulheres que desejavam montar o próprio negócio ou profissionalizá-lo.

 

O PODER DA MULHER

 Segundo a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), na pesquisa de 2016, as mulheres já correspondem a 51% dos empreendedores que acabaram de montar o seu negócio. Essa informação mostra que o aumento da participação feminina no mercado de trabalho também tem se refletido no empreendedorismo. Isso é extremamente positivo para o Brasil, pois as mulheres tendem a investir mais em capacitação e têm mais acesso à informação, o que pode contribuir para a construção de empresas mais sólidas e lucrativas.

 

A LUTA CONTINUA

Não tão longe dessa realidade, Talitha Caetano, do WhyNot?, disse que suou muito para conquistar o seu espaço no mundo da alimentação de rua. “Somos duas mulheres tocando um negócio de gastronomia que traz um monte de hambúrgueres cheios de coisas dentro, que dão prazer, que você come se sujando, sendo feliz”, explica a empreendedora. E completa: “daí você esbarra em um mercado completamente masculin, onde você só vê homens encabeçando projetos como o seu, onde percebe-se um senso comum de que mulher tem que manter a forma, comer educadamente, uma coisa cheia de protocolos limitadores do que é feminino ou não, como se comida que dá prazer fosse uma coisa que só homem sabe fazer e só homem pode comer”, finaliza.

Montar um negócio
Talitha Caetano, terceira da esquerda para direita, em ação com Why Not?..

A experiência de Talitha retrata na prática os números expostos pela pesquisa da GEM. O levantamento mostra ainda, que há uma supremacia masculina no desenvolvimento de novos empreendimentos. Isso reflete diretamente na continuação da trajetória das empreendedoras. Atualmente, os homens são maioria nos empreendimentos com mais de 42 meses de funcionamento. As mulheres brasileiras conseguem criar novos negócios, porém, enfrentam mais dificuldades para fazer seus empreendimentos prosperarem.

Tal fenômeno pode estar associado diretamente às condições relatadas pelas empreendedoras brasileiras, como preconceito de gênero, menor credibilidade pelo fato de o mundo dos negócios ser mais tradicionalmente associado a homens, maior dificuldade de financiamento ou até mesmo a dificuldade para conciliar demandas da família e do empreendimento.  

Todos esses questionamentos apontam para a necessidade de maiores investimentos em educação empreendedora, principalmente com foco em mulheres que querem abrir o próprio negócio. E é pensando nesse público que a Academia Assaí Bons Negócios propõe cursos online e presenciais que contribuem com a melhoria da gestão dos empreendimentos do setor alimentar. 

Nadando contra a maré masculina no mercado de alimentação de rua, a primeira experiência de empreender da Talitha com o Why Not? redefiniu o modelo do seu negócio e transformou o sonho de montar o seu negócio em um projeto de resistência feminina. “A gente já passou por vários [preconceitos], inclusive de ter nosso trabalho depreciado porque somos mulheres! Por conta disso, decidimos que o nosso projeto experimental de gastronomia de rua traria a experiência de comer sem culpa. Tocado, gerido, pensado e executado exclusivamente por mulheres!”, afirma a empreendedora.

Talitha também se lembrou da importância de ações sociais, como a parceria da Academia Assaí Bons Negócios com a UniCorre, iniciativas que fomentam a participação das mulheres em atividades empreendedoras. “Nós, mulheres, não somos profissionalmente legitimadas e muito menos fomentadas. Fico muito feliz que exista um programa que trabalhe com o intuito de reduzir essa disparidade para, a longo prazo, ter uma sociedade mais coerente, destaca.

 

Em busca da excelência

A Talitha, que também é cliente assídua das lojas Assaí Atacadista, acredita que projetos sociais que capacitem empreendedores para melhor gerirem seus negócios são fundamentais. “É muito importante que existam iniciativas como essa. A grande maioria dos empreendedores não tem acesso a uma faculdade de administração, um curso de gastronomia ou um MBA em marketing e gestão de negócios. A gente se forma pesquisando, vendo televisão, vendo o negócio da esquina crescer. A gente se forma fazendo e tentando”, finaliza.

É percebendo essa necessidade que a Academia Assaí Bons Negócios oferece cursos gratuitos para empreendedores melhorar a gestão do seu negócio. Confira!

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