Atualidades

Quais são as tendências de consumo para 2021?

Postado em: 06 de Novembro às 06:00 Por Giovanna Ziroldo

Pequenos negócios devem se atentar às tendências e possibilidades para crescer, criar e se inspirar

Este ano está trazendo muitas mudanças e levantando questões a serem discutidas, com uma atenção direcionada também no que diz respeito às formas de consumo. Neste contexto, os pequenos negócios de alimentação buscam por novas alternativas e formas de seguir as tendências do mercado. Para que microempreendimentos acompanhem  as necessidades do seu público, preparamos algumas dicas e reflexões sobre o que pode ser oferecido no segmento.

Nichos em expansão

Para Luiz Rebelatto, analista da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional, a pandemia trouxe muitas incertezas quanto ao futuro, mas, apesar disso, micro e pequenos empreendedores podem explorar alguns nichos em expansão, como a busca por sistemas de produção mais sustentáveis, ou seja, produtos que fazem parte de um sistema que desperdiça menos e agrega mais valor aos produtos e produções. Além disso, “o consumidor está buscando utilizar proteínas alternativas e produtos orgânicos, sabendo da onde veio o seu alimento e preocupado com sua embalagem: afinal, ela é sustentável ou não?”, afirma o especialista.

Aspectos como o aumento da produção local, preocupação com a redução de impactos e a valorização dos alimentos artesanais revelam grande interesse em comprar de comunidades regionais, que dependem menos do mercado mundial. Outro ponto que pode ser explorado por micro e pequenos empreendedores, aponta Rebelatto, é a busca da autossuficiência e alimentos altamente nutritivos, que fortalecem a imunidade e potencializam a nutrição do público, sendo oferecidos em produtos de pequenos volumes, e que podem ser personalizados a partir da dieta e necessidades de cada pessoa, como marmitas e refeições rápidas.

Os negócios, neste contexto, precisam apresentar propósito e preocupação com o meio ambiente, pois os clientes hoje se preocupam mais com uma alimentação saudável e que gere bem estar e alegria, sendo composta por produtos naturais. Aliada a essas questões, é importante perceber o aumento significativo da digitalização, uso de celulares, acessos instantâneos e vendas online: “é preciso saber que todo esse contexto segue lado a lado com o nosso mundo, cada vez mais imediato, onde as informações circulam rapidamente, as pessoas estão mais conectadas e as decisões de compra delas estão interligadas com essa transformação digital que toda a nossa sociedade vive”, enfatiza Luiz. 

Economia compartilhada

Segundo o profissional entrevistado, o conceito de economia compartilhada surgiu em 2010, a partir da crise mundial de 2008, visando poupar recursos materiais e financeiros. Ele prevê a colaboração e não a posse e acúmulo de bens e serviços, contribuindo para a solução de problemas socioeconômicos e ambientais. Assim como em outros setores, os estabelecimentos que trabalham com comidas e bebidas também estão de olho na economia do compartilhamento, que segue em expansão na América Latina e visa repensar o nosso modelo econômico, enfatizando questões ambientais e redefinindo o sentido de comunidade. 

Algumas atitudes como o delivery por meio de aplicativos, os marketplaces, as dark kitchens (ou cozinha virtual) e organizações em menor escala, como a formação de redes de agricultores para compras coletivas e transporte compartilhado, exploram essas possibilidades de redistribuição e formas de se relacionar dentro do mercado de alimentação, por exemplo. Segundo o Guia de Tendências para Pequenos Negócios do Sebrae,  no modelo de economia compartilhada surge o que alguns especialistas chamam de “Capitalismo Comunitário”, surgindo assim um jeito de consumo onde o possuir perde importância e dá lugar ao experienciar.   

Iniciando o processo de adaptação

O empreendedor pode se preparar para as tendências de mercado realizando ajustes de transformações em seus processos produtivos, de acordo com as mudanças mencionadas e compreendendo em qual local o seu negócio está inserido. “É fundamental ouvir os consumidores e inserir elementos de modo que ofereça respostas às essas novas necessidades”, diz o profissional. Para fazer isso com excelência, o entrevistado sugere a participação em eventos online, leituras sobre o assunto e a busca frequente por materiais e consultorias que tenham uma boa visão sobre o mercado de alimentação: “se atualizar com informações, possibilidades e parcerias que podem te ajudar a trazer novidades para o seu negócio é ainda mais importante nesse momento. Afinal, as transformações não irão acontecer, elas já estão acontecendo.”.

Para essa e outras notícias que fazem a diferença no dia a dia do seu empreendimento, continue acompanhando o portal da Academia Assaí Bons Negócios. É possível também nos encontrar lá nas redes sociais, viu? Estamos te esperando!
 

Vitrine do Fornecedor

Unilever
Kibon
DelValle
Coca-cola