Empreendedorismo

Empreender: adaptar-se para crescer

Postado em: 18 de Setembro às 21:58 Por Ana Paula Moreira

Conheça a história de quem segue mudando para vender e crescer

Adaptar-se e buscar por novas alternativas é algo que faz parte da vida de quem decide empreender. Inovar pode ser compreendido como a capacidade de adaptar um novo produto, processo ou serviço. Mas o conceito também pode ser relacionado ao poder de mudança de um negócio de acordo com um novo cenário socioeconômico.

Nos últimos meses, destacamos na série AdaptÇÃO como pequenos negócios do setor de alimentação se adaptaram para manter as atividades com as medidas de isolamento social. Em todos os casos, além de reforçar os cuidados sanitários indicados pelas autoridades de saúde para conter a propagação do vírus, não faltaram exemplos de empreendedores que souberam mudar para lidar com os problemas. 

Em um período de retomada do comércio na maior parte do país, estamos vivenciando um processo lento, onde os empreendedores devem redobrar os cuidados necessários para que os atendimentos aconteçam de forma segura para todos.

Diante disso, algumas competências e habilidades básicas de tais comerciantes serão essenciais para enfrentar as constantes mudanças. Assim, ao invés de obstáculos, é possível também enxergar novas possibilidades. 

Em busca do melhor

Academia Assaí - Empreender: Adaptar-se pra crescer
Point do Acarajé da Mila, em Paraisópolis, São Paulo. 

No decorrer da vida, não faltaram desafios para a baiana de acarajé, Teomila Veloso Santos, que chegou à cidade de São Paulo em 2012. Dois anos depois, ela decidiu abrir o Point do Acarajé da Mila, mas o caminho entre a primeira barraquinha de acarajé nas ruas de São Paulo até o trailer na Avenida Hebe Camargo em Paraisópolis, bairro da cidade, é longo e repleto de altos e baixos. Entretanto, apesar das extensas jornadas de trabalho e dificuldades enfrentadas pela vendedora ambulante, ela conquistou os paulistanos com a sua alegria e a qualidade dos seus produtos.

O primeiro grande desafio em sua jornada foi se estabelecer em um novo mercado, que pouco conhecia o seu produto. O acarajé é uma comida que carrega forte ancestralidade e tem um caráter simbólico na Bahia. Mas o bolinho preparado com feijão fradinho, e frito em azeite-de-dendê, não era muito conhecido na região da Zona Sul em São Paulo.
Confiante da qualidade do seu produto, ela passou a oferecer amostra grátis para quem passava no seu ponto. Com essa estratégia, não demorou muito para ela conquistar o seu espaço na comunidade de Paraisópolis. 
“Em 2014, o meu negócio saiu no Guia Gastronômico das Quebradas de São Paulo. A repercussão foi muito positiva para o meu negócio e, inclusive, participei de programas de TV. Alguns anos depois, o meu acarajé foi reconhecido como o melhor de São Paulo”, conta. 

Mesmo com uma clientela fiel e um serviço de delivery consolidado, Teomila enfrentou a queda de 75% no faturamento durante as primeiras semanas das medidas de isolamento social no Brasil. Para superar o novo desafio, foi necessário desenvolver estratégias comerciais para não precisar parar. “Criei uma cocada para enviar como brinde, estimulando o delivery e proporcionando a sobremesa. Também trabalhei muito com a divulgação e montei combos de acarajés e recheios. No final, tudo deu certo e as vendas melhoraram”, compartilha a empreendedora. 
 

Academia Assaí - Empreender - Adaptar-se para crescer
Empreendedora criou estratégias para estimular o delivery

Com todas as mudanças enfrentadas nos últimos meses, ela ainda prefere não fazer um planejamento a longo prazo, mas mantém uma visão positiva do futuro. “As rotinas e demandas não são mais as mesmas, mas tenho fé que tudo vai passar e os empreendedores irão vencer mais essa batalha”, finaliza Teomila. 

Encontrar novas maneiras de se aproximar dos clientes é o essencial para a continuidade do seu negócio. Quer conhecer outras habilidades que fazem a diferença na hora de empreender? Leia a matéria Criatividade sem limites e descubra como estimular o seu lado criativo. 
 

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