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O que esperar de 2020? Quais são as tendências na alimentação?

Postado em: 03 de Março às 17:11 Por Redação

Serviços de autoatendimento, aplicativos e negócios especializados terão a preferência, principalmente entre os consumidores das gerações Y e Z. Conheça as principais tendências na alimentação!

Personalização, experiências e menor interação: essas são as palavras que nortearão o ano de 2020. A tendência é buscar sensações, experiências, sentimento de inclusão e agilidade durante o consumo. Sistemas de autoatendimento e aplicativos, produtos e serviços feitos para nichos específicos estarão em alta.

O estudo Estilos de Vida, publicado pela Nielsen no segundo semestre de 2019, mostra que a população brasileira está mais conectada (64% dos entrevistados têm um smartphone) e mais sustentável (42% estão mudando seus hábitos de consumo para reduzir o impacto no meio ambiente) e novos perfis de consumidores estão surgindo.

Para essa população conectada, a decisão de compra começa muito antes de entrar no estabelecimento. A escolha por um restaurante, produto ou mercado não é aleatória. “Antes de sair de casa, o cliente já leu as opiniões de outras pessoas, pesquisou preços e avaliou as informações”, afirma Lucas Hahan, coordenador de comércio e mercado do Sebrae/PR.

CONSUMO MAIS CONECTADO

Em alta nas tendências da alimentação, o uso de aplicativos continuará crescendo. Um estudo realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que, em 2018, mais da metade (51%) dos internautas fez alguma compra por meio de aplicativos – o percentual é ainda maior entre a população mais jovem (60%).

Um ponto de atenção para o segmento de alimentação fora do lar é que quase 25% dos entrevistados responderam que usaram algum aplicativo para pedir comida por delivery. O serviço de entrega, aliás, aumentou 23% entre 2017 e 2018, segundo dados do Instituto de Foodservice Brasil, e continuará em alta.

Os efeitos do consumo cada vez mais conectado refletem também nas compras domésticas. Uma pesquisa feita pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) sobre tendências do consumidor brasileiro em 2019 mostrou que 15% já fazem suas compras de supermercado pela internet, comportamento que provavelmente vai se acentuar em 2020.

HÁBITOS DE CONSUMO

Em relação aos hábitos de consumo, a professora de Marketing e Comportamento do Consumidor da Universidade Presbiteriana Mackenzie – Alphaville, Fátima Guardani Romito, afirma que cresceu o interesse pela condição dos alimentos, com atenção maior a produtos mais saudáveis. “Nota-se uma preocupação dos próprios restaurantes de buffet por quilo em relação à alimentação mais saudável, inclusive com o crescimento da área de saladas e de frutas”, diz.

Segundo a especialista, a valorização de produtos regionais – uma tendência mundial – deve se intensificar, principalmente em cidades de pequeno e médio porte: “No Brasil, isso ainda está em estágio inicial, mas o país tem um grande potencial, sobretudo pelas questões geográficas, climáticas e de vocação cultural.”

O regionalismo vem provocando mudanças na gastronomia, que está cada vez mais preocupada em explorar os sabores de diferentes locais do país. “Esse movimento é positivo e incentiva o pequeno empreendedor e o produtor rural, o que faz a economia girar e proporciona mais empregos”, comenta Fátima.

A preocupação com consumo consciente também terá apelo às questões ambientais e sociais. “Essa onda de compartilhamento, do bem-estar e do cuidado com o meio ambiente e os aspectos sociais é uma tendência que vai permanecer ainda por muitos anos”, afirma Lucas Hahan, do Sebrae/PR.

SEGMENTAR E PERSONALIZAR

Lucas também evidencia que a internet possibilitou às pessoas que se consideravam excluídas por serem, por exemplo, veganas, intolerantes à lactose ou ao glúten ou por seguirem determinado estilo de vida, se encontrar nas redes, abrindo espaço para novos nichos.

“A internet viabiliza os pequenos negócios especializados. As gerações Y (nascidos entre 1982 e 1994) e Z (nascidos a partir de 1995) gostam da personalização, do mercado de bairro estilo boutique e das lojas de cervejas artesanais ou especializadas em determinado produto. Para 2020, a personalização é uma importante tendência”, afirma o especialista.

Tendências na alimentação: autosserviço

AUTOSSERVIÇO E CLUBES DE VANTAGEM

As gerações Y e Z também querem menos interação com as pessoas, o que favorece o investimento em autosserviço. “Os caixas com autoatendimento são bem vistos, assim como estabelecimentos de alimentação que oferecem opção de pedidos por tablets ou totens e sortimento de produtos autoexplicativos que tenham algo que complemente as informações sobre eles”, ressalta Hahan.

O levantamento da APAS mostrou que o autoatendimento (self-checkout) é uma grande preferência dos consumidores e que os programas de fidelidade também são altamente relevantes para o público.

Os clientes avaliam como muito importante a opção de comprar pela internet e retirar na loja (18%) e os serviços de assinatura mensal de produtos, como pratos prontos, vinhos e cervejas (10%).

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