Empreendedorismo

Empreendedora na terceira idade: conheça esse case de negócio

Postado em: 08 de Março de 2021 às 09:00 Por Paulo Henrique Ribas

Grande parte das pessoas almeja o tão merecido descanso ao se aposentar após uma vida inteira dedicada a uma atividade profissional. Porém, os tempos mudaram e, com eles, nossos hábitos. Empreender na terceira idade é uma realidade que tem se tornado cada vez mais comum e muitas vezes necessárias nos dias atuais.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) constatou que cerca de 650 mil idosos atuam em alguma atividade relacionada ao empreendedorismo.

Ainda nessa pesquisa, foi revelado que 10,8% das pessoas que ainda não começaram a empreender na terceira idade sentem vontade de iniciar alguma atividade nesse sentido.

Em dados gerais, 3,1% das pessoas que exercem uma atividade empreendedora no Brasil têm mais de 60 anos de idade. Dessa porcentagem, uma quantia ainda menor é representada por mulheres.

A Academia Assaí surgiu para que esse número seja cada vez maior e que todos aqueles que sintam vontade de realizar alguma atividade empreendedora tenham informações e conteúdo de relevância nessa trajetória.

Por isso, no tema de hoje, falaremos a respeito do empreendedorismo feminino na terceira idade, o segundo assunto da série que temos feito para o blog com o intuito de levantar discussões importantes relacionadas à mulher e à atividade empreendedora. Para fazer a leitura do primeiro material, clique aqui.

Empreendendo no auge dos setenta

Academia Assaí - Empreendendo aos 70 - Ninah Chocolates

O que leva pessoas a empreender em uma fase em que, supostamente, devemos nos sentir “realizados” financeiramente e profissionalmente? 

A criação de um empreendimento na terceira idade está relacionada justamente a estes dois pontos: a oportunidade e a necessidade.

A terceira idade é um momento mais tranquilo e de estabilidade, por isso, é possível ter conhecimento sobre aquilo que mais gostamos de fazer – e, com isso, até mesmo realizar um sonho antigo, empreendendo com propósitos ainda maiores.

A segunda e a principal razão é a questão financeira. Grande parte das pessoas que decide empreender na terceira idade faz isso como uma forma de complementar a renda familiar ou até mesmo como fonte de renda principal. 

Podemos dizer que o empreendimento da Maria de Lourdes Patricio Silveira  vaga entre esses dois pontos: assim como muitas empreendedoras, a confeiteira e proprietária da @Ninahchocolates começou seu negócio aos 70 anos de idade como uma forma de fazer uma renda extra e complementar o orçamento familiar.

Além disso, o apreço pelo chocolate vem de berço, em um ofício distante que foi ensinado por sua tia Meiva.. 

“Sou funcionária pública aposentada. Trabalhei a vida toda na escola e, depois disso, fiquei em casa cuidando da família por um bom tempo. Nesse período, quando necessário, auxiliava minha tia, que já trabalhava com chocolates e havia me ensinado a manusear doces corretamente na produção dos confeitos”, conta.

Aliás, outra protagonista fundamental nessa história é sua tia Meiva. Isso porque a ideia de montar um empreendimento foi inspirada por ela, que, por diversas vezes, enfatizou os dotes de Maria como confeiteira e a motivou a trabalhar com a venda de chocolates.

“Cresci em meio a uma sociedade restritiva, que impõe padrões a nós, mulheres. Esses padrões sempre nos colocaram como pessoas não afeitas a empreender. Inspirada e motivada por minha tia, decidi empreender aos 70 anos de idade para fugir do sedentarismo, complementar minha renda familiar e mudar esses paradigmas sociais”, comenta Maria.

Quando falamos sobre inspirações de empreendedorismo feminino, a confeiteira nem precisa ir tão longe. Além da Maria, sua filha e sua nora trabalham no comando de seus negócios, desempenhando atividades empreendedoras. O almoço em família nesta casa deve ser bem produtivo e criativo, né?

Empreender na terceira idade por meio das redes sociais 

Academia Assaí - Empreendendo aos 70 - Ninah Chocolates

Outro ponto que merece destaque na trajetória empreendedora da Confiseur é o método adotado para a venda de seus produtos. Inicialmente, suas vendas eram feitas no famoso “boca a boca”, por meio da recomendação de amigos e familiares.

Entretanto, com o surgimento da pandemia ocasionada pelo coronavírus, a empreendedora precisou adaptar-se para encontrar outra maneira de garantir suas vendas.  

Com o auxílio de sua filha, a empreendedora criou a página oficial do seu negócio no Instagram, com fotos bem produzidas, que transmitem a doçura de seus confeitos e dão água na boca. A rede tem sido sua principal fonte de vendas desde então. 

“Quando se empreende, existem desafios que vão além de pôr a mão na massa, literalmente. É necessário adaptar-se às mudanças de mercado, adquirir novas técnicas, pesquisar produtos, captar clientes e estar onde eles estão, como nas redes sociais. Para mim, estar presente nas redes e encontrar uma linguagem que converse com esse público foi o maior desafio em minha jornada empreendedora”, afirma a confeiteira.

Hoje, a gestão das postagens da rede social fica por conta de sua filha, entretanto, Maria participa de todo o processo criativo para a criação dos conteúdos da página.

Nós sempre enfatizamos a importância de estar presente nas redes sociais para um melhor rendimento do seu empreendimento. Se você tem dificuldades com a gestão das redes sociais ou da internet, temos duas dicas: a primeira delas é ler nosso conteúdo sobre como criar um perfil comercial no Instagram e sanar diversas dúvidas com relação a esse tema.

A segunda dica é ouvir nosso podcast Negócio em Dia, mais precisamente, o episódio 06 – “Criação de conteúdo digital: por onde começar?” Nele, contamos com a participação de um profissional da área, com dicas eficientes para ajudá-lo com essas demandas. Confira!

Desrotulando padrões e superando adversidades

Academia Assaí - Empreendendo aos 70 - Ninah Chocolates

Ainda vivemos em uma sociedade que difere pessoas. Embora estejamos cada vez mais próximos de mudanças de pensamentos e comportamentos sociais, temos um longo caminho até alcançarmos a igualdade de oportunidades. 

Histórias como a da Maria, uma mulher aposentada, com mais de 70 anos, que decide empreender por meio das redes sociais, devem ser tidas como inspirações e não como uma exceção. 

Nós, da Academia Assaí Bons Negócios, queremos semear essa linha de pensamento, estimulando nossos leitores e criando uma realidade igualitária para todos os que desejam empreender.

Gostou da história da Ninah Chocolates? Se você é de Curitiba e região, não deixe de aproveitar a linha de produtos exclusivos para esta páscoa. As encomendas podem ser feitas diretamente pelo Instagram.

Não perca o próximo material desta série, que tem o objetivo de valorizar negócios que nos aproximam ainda mais da igualdade de gênero.
 

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