Alimentação Saudável

Culinária africana com uma pitada de tempero brasileiro

Postado em: 08 de Dezembro às 17:30

O objetivo  da Baobá Comedoria é o resgate histórico e cultural das matrizes africanas por meio da comida, elaborando pratos de diversos países do continente

Você sabia que o Brasil é o país com a maior afrodescendência do mundo fora do continente africano? O resultado desse patrimônio pode ser visto na maneira como falamos, em nossas raízes culturais, nas tradições religiosas e, claro, na culinária.

A gastronomia africana tem grande influência sobre diversos pratos brasileiros, principalmente na culinária baiana. Aliás, muitas pessoas confundem a cozinha baiana com a africana, e, partindo dessa lógica, surge a Baobá Comedoria.

Formado em Gastronomia desde 2012, Gerônimo Vinicius é o chef e fundador da Baobá Comedoria, empresa de alimentação para eventos que, desde 2018, traz de maneira prática e autoral a gastronomia africana ao mercado, proporcionando para seus clientes a descoberta de novos sabores e uma nova cultura.

“A Baobá era o projeto do meu TCC da pós-graduação em Gestão de Negócios. Na época, tinha como plano montar um ponto fixo de atendimento. Porém, recebi uma proposta para cobrir um evento de rua. Com isso, enxerguei uma oportunidade mais viável, levando em consideração todos os custos de um ponto fixo”, afirma o empreendedor.

Paixão que vem de berço

Ao longo de sua trajetória profissional, Gerônimo teve contato com a gastronomia italiana, mexicana, francesa e contemporânea, a confeitaria e a panificação. Mas seu contato e interesse pela cozinha vem bem antes disso. “Desde pequeno, fui acostumado com a cozinha e a churrasqueira. Meus pais, minhas tias e meus familiares mais próximos se reuniam em almoços e festas e, embora não colocasse a “mão na massa”, eu estava sempre por perto, experimentando, observando e conhecendo”, comenta Gerônimo.

Da falta de visibilidade, uma oportunidade

Após trabalhar na cozinha de diversos restaurantes, Gerônimo notou que dificilmente recebia os créditos pela elaboração de algum prato e, aliado a isso, começou a sentir-se incomodado com a realidade por trás dos “bastidores”. “O que não aparece nos “holofotes” dos grandes restaurantes é a mão de obra preta nas cozinhas, em que os créditos do prato são sempre destinados a um chef de pele branca que sequer entra no estabelecimento. A partir disso, decidi empreender e, mais do que isso, levar para as pessoas a verdadeira culinária africana, resgatando aspectos históricos e culturais das matrizes africanas por meio da comida e criando pratos de diversos países do continente”, afirma o cozinheiro. 

A junção da culinária africana com o tempero brasileiro

Academia Assaí - Culinária africana com uma pitada de tempero brasileiro

Embora a culinária brasileira seja parecida com a do continente africano e tenha sofrido grandes influências de lá nesse aspecto, o chef afirma que são totalmente diferentes. “A comida baiana é o contato mais próximo que grande parte das pessoas tem com a gastronomia africana, porém, são totalmente diferentes. Embora nosso objetivo seja a utilização de ingredientes e metodologias típicas, existem receitas que necessitam de especiarias que não encontramos no Brasil, por isso, precisamos adaptar a receita para a nossa realidade”, completa.

Mudanças e impactos da pandemia

Como dito acima, a Baobá Comedoria atendia, em sua maioria, eventos de rua e feiras. Inclusive, participou da Feira Preta em 2018, 2019 e neste ano, de modo virtual, preparando ao vivo um dos pratos mais famosos do empreendimento.

Contudo, diante das mudanças por conta do coronavírus, Gerônimo explica que teve que reajustar seu negócio para continuar funcionando. “Com todos os eventos de rua cancelados por causa do isolamento social, passei a trabalhar sob encomenda, utilizando as redes sociais para a divulgação e a venda dos pratos”, diz o chef.

Valorização e respeito pela cultura ancestral

A Baboá Comedoria é um empreendimento de impacto social e cultural, resgatando e levando a gastronomia africana para outras pessoas. “Grande parte do que sabemos sobre nossos ancestrais africanos foi apagado, mas, assim como a moda, a música e a arte, reproduzo pratos da maneira mais fiel possível para que o maior número de pessoas possa ter essa experiência de imersão cultural africana.”

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