Empreendedor

O afroempreendedorismo no Brasil

Postado em: 14 de Dezembro às 15:27

Conheça o verdadeiro significado de afroempreendedorismo e sua capacidade de transformação

Por que o afroempreendedorismo é fundamental para todos os cidadãos, sejam eles negros ou não?

Só no Brasil, existem mais de 112 milhões de negros, o que compreende mais de 54% da população. Sendo assim, você já parou para pensar que, além de falarmos sobre “representatividade”, é importante falarmos de “proporcionalidade”?

Pois, nada mais justo do que ter um maior número de líderes negros, empreendedores negros, professores, médicos, advogados e profissionais de toda e qualquer área com as mesmas oportunidades de trabalho, de salário e de acesso à informação e aos estudos que todo mundo.

 

O QUE SIGNIFICA?

É em busca desse equilíbrio que o afroempreendedorismo se faz presente e deixa sua marca. Trata-se de uma modalidade de negócios voltada à valorização e ao crescimento do empreendedor negro, como investidor em potencial e grande representante do mercado de negócios.

 

PODER DE COMPRA

Dados do Data Popular apontam uma movimentação econômica por parte de trabalhadores e empresários negros, no Brasil, de cerca de R$ 800 milhões até o final deste ano. Isso significa mais de 30% do valor total arrecadado em todo o país.

Outra importante pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostra que existem, atualmente, mais de 11 milhões de afroempreendedores no Brasil. O que tudo isso quer dizer? Que o negro é economicamente fortalecido, mas socialmente subvalorizado.

 

QUANTO GANHA O NEGRO?

Segundo dados da pesquisa Características Do Emprego Formal, da Relação Anual De Informações Sociais (2014), um trabalhador negro com as mesmas condições intelectuais e mesma formação chega a ganhar cerca de 47% menos do que um profissional branco.

Outra questão que envolve os empreendedores negros é a análise de crédito para financiamento em bancos. Segundo o Small Business Administration (SBA), escritório de comércio internacional que presta serviços ao governo dos Estados Unidos, empresários negros têm o seu pedido de crédito negado três vezes mais do que os brancos no Brasil.

Isso significa dificultar a aquisição de bens e barrar o processo empreendedor por questões não econômicas e, sim, discriminatórias e de desvalorização do povo negro, o que é muito injusto.

 

A CULTURA NEGRA E ALGO MAIS

Não é só o samba, o cabelo black power e o candomblé que definem a cultura negra. Há muito mais do que isso! Uma população que precisa ser representada com a diversidade que apresentam entre si, seja na música, no esporte, na gastronomia, na ciência, nas artes, na tecnologia, na comunicação ou até mesmo na liderança e no empreendedorismo.

A população negra é parte fundamental de uma cultura global e deve ser reconhecida em suas diferenças e subjetividades. Oportunidade. Valorização. Humanidade.

Todos merecem ser tratados com dignidade, por isso, chegou a hora de voltarmos nossos olhos a esses afroempreendedores, que são muito importantes, pois investem, geram empregos para muitas pessoas, movimentam a economia do país e se esforçam todos os dias para alcançar aquilo em que acreditam.

 

ACADEMIA ASSAÍ E O AFROEMPREENDEDORISMO

Dentro desse contexto, a Academia Assaí Bons Negócios deu total apoio ao Afrolab, programa que capacitou empreendedores técnica e criativamente para a edição de agosto da Feira Preta, em São Paulo.

O evento, que reuniu mais de 50 mil pessoas e teve mais de R$ 700 mil reais em circulação monetária, é considerado o maior festival de cultura negra da América Latina.

Ao todo, foram mais de 300 inscritos em diferentes módulos, que participaram entre os meses de agosto e novembro de algumas palestras, workshops e oficinas de gastronomia. Uma troca de experiências e vivências inspiradoras para potencializar a criatividade e o networking entre empreendedores.

 

A FEIRA PRETA E A CONSCIÊNCIA NEGRA

Recentemente, foi realizada a última edição da Feira Preta no centro da capital paulista, de 18 a 20/11 (comemorando o feriado do Dia da Consciência Negra), com mais de 130 expositores. A Academia Assaí foi patrocinadora do evento e promoveu, ao lado de afroempreendedores, artistas e incentivadores do projeto, uma fusão de cultura e empoderamento do negro nos negócios e na sociedade.


Feira Preta, em São Paulo (SP), com apoio da Academia Assaí.

A Feira Preta contou com diversas atividades e o comércio envolvendo afroempreendedores e convidados, com barracas personalizadas para apresentar os negócios ao público.


Mais de 130 expositores estiveram presentes na Feira Preta em São Paulo (SP).

Foram oferecidos produtos e serviços de diversas especialidades, desde gastronomia até moda e beleza, arte, música e toda forma de representatividade da cultura negra, negro-indígena e da multiculturalidade em geral.

Para saber mais sobre a Feira Preta, acesse as redes sociais do evento: www.instagram.com/feirapretaoficial/ 


Moda, cultura, arte e gastronomia foram os temas de destaque da Feira Preta.

A ideia é continuar incentivando o empreendedor negro na construção do negócio próprio e na transformação da realidade em que vivem, para dar visibilidade, oportunidade e valorização do cidadão e enaltecer o afroempreendedorismo, que é tão importante para todos e para a economia como um todo.

Entendeu o potencial do afroempreendedorismo na geração de renda, emprego e valorização da população negra? O setor pretende crescer ainda mais no ano seguinte, já que em 2017 conseguiu gerar, por meio do afroempreendedorismo e das condições de trabalho, mais de 1,7 trilhões/ano.

Continue acompanhando tudo sobre negócios e muito mais aqui na Academia Assaí!

Saiba mais como foi o evento da Feira Preta logo a abaixo e no Instagram: www.instagram.com/feirapretaoficial/

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