Empreendedorismo

Desafios e superações do empreendedorismo negro e feminino

Postado em: 03 de Dezembro às 09:00

“Trabalho em busca de minha independência financeira, visando diminuir qualquer tipo de preconceito existente no mercado de trabalho”

Para empreender, é necessário planejamento, diversas habilidades e muita coragem. Mas isso você já sabe, não é mesmo? A jornada empreendedora é repleta de desafios que, em muitos casos, exigem qualificações que nem sabíamos que tínhamos até precisarmos “improvisar”.

Agora, imagine que você é ou, talvez, realmente seja uma mulher negra. Fani de Paulo Felício é empreendedora, fundadora e confeiteira da Fancake, que enfrenta, além de tudo o que citamos acima, a desigualdade e o preconceito do mercado de trabalho e da sociedade com mulheres negras.

Fani é ex-funcionária pública e saiu do antigo emprego em 2019, em busca de um sonho: empreender no ramo de confeitaria artesanal e trabalhar com algo que sente prazer em fazer.

“Sempre fui a confeiteira das festas de família e amigos. Comecei com a venda de bolos mais simples para o café da tarde e, conforme a demanda foi aumentando, decidi direcionar meus esforços para algo em que sempre acreditei”,  comenta Fani.

Segundo o Sebrae, além de serem a maior parte da população, negros e pardos correspondem a 50% dos empreendedores brasileiros. “Sabemos que o mercado para a mulher negra é muito difícil, diante de todas as questões ético-raciais. Contudo, quando temos o poder de empreender, podemos chegar mais longe do que imaginamos, levando às pessoas um pouco mais de consciência todos os dias”, conta a confeiteira.

Dos bolos caseiros para a confeitaria artesanal

Conforme os pedidos foram aumentando e exigindo uma criatividade cada vez maior, a empreendedora decidiu ampliar sua variedade de produtos e passou a criar bolos decorados de maneira artesanal, ampliando a produção e o atendimento da Fancake para eventos e festas. “Hoje, nosso maior segmento é o de produção de bolos artesanais para festas de aniversário, casamentos e eventos em geral. Contudo, não abrimos mão dos bolos caseiros, uma vez que temos uma grande demanda vinda dos condomínios e vizinhos da região.”

Encontrando a empreendedora dentro de si

Fani participou do programa de capacitação técnica e criativa Afrolab Para Elas. O programa é um dos braços da Feira Preta e, desde 2018, tem como objetivo apoiar, promover e impulsionar o afroempreendedorismo. Com uma metodologia exclusiva e inovadora, o curso oferta conhecimento e capacitação técnica e criativa, com foco em inovação, inventividade e autoconhecimento.

“Me considero uma nova empreendedora após o curso da Afrolab. Foi uma experiência engrandecedora, que me ensinou a lidar melhor com questões emocionais e profissionais na trajetória de empreender sendo uma mulher negra. Pudemos contar, ainda, com a colaboração da Academia Assaí Bons Negócios, que, em uma atitude nobre, custeou todos os insumos necessários para que os empreendedores pudessem expor seus trabalhos na Feira Preta, o que nos ajudou bastante, tendo em vista as dificuldades que a grande parte dos empreendedores passou durante a pandemia”, finaliza.

 A Fancake faz parte de um segmento de empreendedorismo que nós, da Academia Assaí Bons Negócios, apoiamos e, mais do que isso, do qual sentimos orgulho. É por projetos como esse e histórias como a da Fani que somos patrocinadores oficiais da Feira Preta. Acompanhe a programação completa do evento clicando aqui.

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